quarta-feira, 20 de maio de 2020

MUSEU DE GUERRA DE ASKIFOU - CRETA


Olá amigos do Blog. Estava em Creta, a maior e mais ao sul de todas as ilhas gregas, envolta em um Mediterrâneo azul-brilhante e abençoada por um sol luminoso a maior parte do ano. Havia feito uma série de mergulhos no naufrágio de um caça alemão Messerschmit 109 G, algo emocionante.

Agora, encerrara os mergulhos e partia para a segunda fase da viagem. Conseguira um guia com um flamante Mercedes para realizar algumas visitas em locais históricos e interessantes. Em Creta, no dia 20 Mai 41, havia acontecido a primeira operação aeroterrestre verdadeiramente estratégica da História, uma invasão vinda pelo ar. Milhares de paraquedistas alemães saltaram ou aterrissaram em planadores sobre a ilha, iniciando um feroz combate com tropas neozelandesas, australianas, britânicas e gregas. A Batalha de Creta iria durar 10 dias e no final, apesar de elevadas baixas, os alemães foram vitoriosos.
Por esta época, um menino grego com 10 anos, George Andreas Hatzidakis, morador da vila de Askifou, foi testemunha dos principais eventos da invasão. Fascinado com tudo aquilo, esperou terminar a guerra e a partir de 1945 começou a coletar o farto material bélico que se encontrava espalhado pela ilha. Aos poucos, levou para a sua casa e organizou um museu privado, o único de Creta. Hoje, o Museu de Guerra de Askifou é administrado pelo seu filho, Andreas e a nora, Kathrin. A entrada é franca mas um pequeno cartaz sugere a doação de qualquer valor. O acervo, embora aparentemente desorganizado, sem um cuidado expográfico maior, é mais rico do que o do Museu Militar de Atenas. Boa parte da casa onde mora a família está plena deste valioso material, bem como a frente e o alpendre. Que história.
Toda esta eletrizante jornada está completa em capítulo do livro De Guadalcanal a Creta. Reserve o seu exemplar pelo e-mail ulissess18@yahoo.com.br. Ainda há um lote de 160 livros, os últimos.



Nas proximidades do museu, a placa alerta os visitantes

Na  frente da casa, um Can AAe Bofors de 40 mm dá as boas
vindas

 
A casa onde mora a família está cheia de material bélico


Com a Kathrin Hatzidakis

Valioso acervo na parede de uma sala no interior da casa

Outra sala interna do museu

Um acervo sobre a Batalha de Creta mais rico do que o do Museu Militar de Atenas

Material britânico

Parede externa da casa

Capacetes de aço, pás de sapa, jerrycans e carrinho de munição

Metralhadora MG 34 com carregadores tipo sela

Acervo no alpendre da casa: uma metralhadora russa Maxin. O que faria em Creta?

Capacetes de aço britânicos modelo Brodie Mk II

Seria  a hélice de um Junkers 87 Stuka?

Capacete de aço austríaco M 16 da I GM. O que faria em Creta?


Jerrycans, obuses e granadas

Capacete de aço M 40 alemão

cavaleirodasprofundezas@gmail.com

Nestor Antunes de Magalhães é 2º Ten R/1 do Exército Brasileiro, tendo servido os nove últimos anos de sua vida profissional no Museu do Comando Militar do Sul, Porto Alegre. É membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), mergulhador CMAS** com quatro especializações, Submarinista Honorário da Marinha do Brasil e recebeu a Medalha do Mérito Tamandaré. Mergulhou em inúmeros naufrágios por toda costa brasileira, destacando, entre outros, a participação em uma expedição exploratória no Parcel de Manuel Luís, Maranhão. Também mergulhou em naufrágios de Truk Lagoon, Hawaii, Golfo de Suez, Golfo de Aqaba, Estreito de Tiran, Estreito de Gubal e Mar Vermelho.

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