domingo, 5 de abril de 2020

WRIGHT BROTHERS NATIONAL MEMORIAL - NC - USA

Olá amigos do Blog. Parece que memoriais e estátuas de bronze agradaram a turma aqui nesse espaço. Na última matéria, tivemos cerca de 80 curtidas em menos de 24h. Então, a pedido, vamos dar uma olhadela em mais algumas.
Estava em Nags Head, North Carolina, EUA, para mergulhar e explorar o naufrágio do U 85, submarino alemão Tipo VII B afundado em combate em 1942, naquela é conhecida como a Batalha de Oregon Inlet, mas isto é outra história.
Eu estava alojado na casa do Bill, dono da operadora Outer Banks Dive Center. O gerente da operadora era o Isaac Murr e ele me falou sobre o Wright Brothers National Memorial que ficava bem perto, em Kitty Hawk, local onde havia um monumento sobre os primeiros voos dos irmãos. O Isaac me deu uma preciosa carona e fiquei por lá.
Bem, naquele local, região de ventos generosos, os irmãos Wright (Orville e Wilbur) conseguiram fazer voar o Flyer, que para muitos foi o primeiro engenho mais pesado do que o ar a alçar voo livre e controlado. Este fato aconteceu em 17 Dez 03. Os Wright eram muito discretos e a decolagem teve uma assistência mínima, diferente de Santos Dumont, em 1906, que voou na frente de uma multidão fascinada e da comissão do Aeroclube da França.
Orville e Wilbur realizaram diversos voos, cada vez mais longos e quatro destes estão marcados no terreno com blocos de pedra. O primeiro deles durou somente alguns segundos e percorreu 36 m. Quem pilotou o Flyer neste dia, escolhido na moeda, foi o Orville.
Tudo que aconteceu naquela manhã foi eternizado pelo bronze e ficou marcada para sempre. Lá estão  em tamanho natural, o avião e as testemunhas. Que história.

Óleo sobre tela do U 85 sendo atacado  pelo USS Roper, US Navy Museum, Washington DC

Com o Isaac Murr, gerente da operadora Outer Banks Dive Center, vestindo a camiseta do Museu Militar do CMS

Torre na colina mais alta do memorial

Sendo pilotado por Orville, o Flyer alça voo

Orville ganhou na moeda a honra de pilotar o Flyer pela primeira vez

O pequeno motor que através de correias de bicicleta fazia girar as hélices

Poucas testemunhas desse fato histórico

As figuras em bronze estão em tamanho natural


Wilbur correndo junto a asa direita

No boné desse homem está escrito US Life Saving Service. O que ele faria ali?

A cena é dinâmica, emocionante

Fotografada para a posteridade

Wilbur parece dar o último impulso

Uma das fotos

Detalhes primorosos

O caminho dos voos com as distâncias alcançadas

A marca número Um



O Flyer em exposição no Air and Space Museum, Washington, DC. Seria o original ou uma cópia?

Wilbur à esquerda e Orville

cavaleirodasprofundezas@gmail.com

Nestor Antunes de Magalhães é 2º Ten R/1 do Exército Brasileiro, tendo servido os nove últimos anos de sua vida profissional no Museu do Comando Militar do Sul, Porto Alegre. É membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), mergulhador CMAS** com quatro especializações, Submarinista Honorário da Marinha do Brasil e recebeu a Medalha do Mérito Tamandaré. Mergulhou em inúmeros naufrágios por toda costa brasileira, destacando, entre outros, a participação em uma expedição exploratória no Parcel de Manuel Luís, Maranhão. Também mergulhou em naufrágios de Truk Lagoon, Hawaii, Golfo de Suez, Golfo de Aqaba, Estreito de Tiran, Estreito de Gubal e Mar Vermelho.

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