quarta-feira, 18 de março de 2020

STURMGESCHÜTZ III G NA ESCALA 1/35




Olá amigos do Blog. Estava em casa, em Porto Alegre e dediquei algum tempo à minha coleção de blindados alemães. São cerca de 50 tanques, canhões de assalto, obuseiros autopropulsados, carros blindados e outros. Todos na escala 1/35 e ocupam organizadamente dois armários envidraçados no meu escritório. São kits de marcas conhecidas como Tamiya, Dragon, Italeri, etc, montados com escassa habilidade mas com muita dedicação.

Um dos meus favoritos é o Sturmgeschütz III G, inicialmente um canhão de assalto para apoio da Infantaria e mais tarde um voraz caçador de tanques. Pesava 23,9 t e era armado com um canhão KwK 40 L/48 de 75 mm de alta velocidade (790 m/s) e uma metralhadora de 7,92 mm. Não era um tanque pois não tinha torre giratória. Era baseado no chassis do Panzer III e no lugar da torre tinha uma estrutura em forma de casamata. O movimento lateral do canhão era bastante limitado e obrigava o blindado e manobrar para à direita ou para à esquerda quando apontava a arma. Mesmo assim era um veículo mecanicamente confiável, silencioso, de perfil muito baixo (media somente 2.15 m de altura), com uma blindagem frontal de 80 mm, barato e fácil de produzir. Excelente para a guerra defensiva na qual os alemães estavam atolados a partir de 1943. Possivelmente foi o blindado fabricado em maior número pela Alemanha durante a II Guerra Mundial. Alguns autores dão como um total de 10.500 Sturmgeschütz que saíram das fábricas para os campos de batalha: dos confins da Rússia a Europa Ocidental, da África do Norte a Itália. E foi por aí que este caçador revelou talentosos ases como Hugo Primozic, Horst Naumann e Georg Max Bose, todos Cruz do Cavaleiro. Estes comandantes destruíram centenas de tanques inimigos. Um feito extraordinário. Que história!


Frente Russa 1943: o táxi do infante. (Foto do Squadron/Signal Plublications Armour no.14)

Soldados húngaros sobre um StuG III na Rússia, 1943. ( Alamy - Foto do Squadron/Signal Publications Armour no.14)

Padrões de camuflagem utilizados na Frente Russa. (Don Greer - Desenhos da Squadron/Signal Publications Armour no.14)

O StuG III visto pela retaguarda. As placas da blindagem lateral de 5 mm, era chamadas de Schürzen

Tonel de 200 l vazio, tronco para desatolar, estojos de 75 mm, corrente, cabo de reboque, balde e jerry cans

Estas placas laterias eram blindagens espaçadas destinadas a fazer detonar prematuramente foguetes e granadas antitanque

À direita  da casamata, junto a segunda escotilha, está uma metralhadora MG 34 de 7,92 mm e um capacete de aço M-38 de paraquedista

Sobre o compartimento do motor Maybach HL 120, (gasolina) estão duas rodas adicionais

O StuG III perdeu uma das placas laterias. As que ainda estão no lugar apresentam lama, deformações e furos de projéteis. Isto era comum no campo de batalha

O poderoso canhão KwK 40 L/48 75 mm de alta velocidade. O StuG III empaiolava 54 granadas deste canhão no seu  interior

StuG III em exposição no The Tank Museum, Bovington

cavaleirodasprofundezas@gmail.com

Nestor Antunes de Magalhães é 2º Ten R/1 do Exército Brasileiro, tendo servido os nove últimos anos de sua vida profissional no Museu do Comando Militar do Sul, Porto Alegre. É membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), mergulhador CMAS** com quatro especializações, Submarinista Honorário da Marinha do Brasil e recebeu a Medalha do Mérito Tamandaré. Mergulhou em inúmeros naufrágios por toda costa brasileira, destacando, entre outros, a participação em uma expedição exploratória no Parcel de Manuel Luís, Maranhão. Também mergulhou em naufrágios de Truk Lagoon, Hawaii, Golfo de Suez, Golfo de Aqaba, Estreito de Tiran, Estreito de Gubal e Mar Vermelho.

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