quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

60 cm MÖRSER “KARL” – O MORTEIRO ALEMÃO DE 600 mm


Olá amigos do Blog. Estava no Museu dos Tanques de Kubinca, famosa instituição de memória localizada a cerca de uma hora de carro de Moscou. Já abordamos este assunto em matéria anterior mas eu retorno agora para mostrar o meu Mörser "Karl" 600 mm, o formidável morteiro autopropulsado alemão, projetado em 1936 para bombardear a Linha Maginot. É um kit da Dragon, muito bem detalhado, na escala 1/35 e com algumas peças de alumínio.
Os alemães fabricaram sete destas poderosas armas de 154 t, capaz de disparar granadas explosivas ou perfurantes de 600 mm a mais de 4 km. Era necessário uma guarnição de 21 artilheiros para colocar o engenho em operação de tiro. O morteiro entrou em ação em 1941, tarde demais para a Linha Maginot, contudo foram utilizados para atacar as fortalezas de Brest, Sebastopol, a martirizada Varsóvia e a ponte Ludendorf. Vi uma foto no Museu do Levante de Varsóvia onde aparece o mais alto prédio da cidade sendo atingido por granada AE de 600 mm em trajetória mergulhante. A explosão é catastrófica.
Mas a minha visita a Kubinka tinha como objetivo conhecer o último dos morteiros que ainda existe, o Adam. Os outros seis foram desmantelados. Os alemães batizavam estas armas com nomes próprios. O meu modelo é o Ziu. Que história!

No Museu de Tanques de Kubinka, o Adam ainda ameaçador

     Prédio mais alto de Varsóvia é atingido por uma granada de 600        mm durante a Insurreição de 1944
O morteiro autopropulsado em escala 1/35 da Dragon

Pronto para carregar: o tubo baixa para a horizontal e o soquete empurra a granada de 600 mm para a culatra

A caixa de vidro protege o morteiro do pó, gatos e faxineiras

No campo de batalha, o morteiro podia realizar pequenos deslocamentos a 10 km/h

A guarnição da arma era composta por 21 artilheiros

   O modelo da Dragon é muito bem detalhado. O tubo do morteiro     e uma das granadas de 600 mm são de   alumínio
O conjunto cano/bloco da culatra recua sob ação de molas como a arma verdadeira. A Dragon se esmerou
  
A granada de 600 mm que está de pé no modelo é de alumínio. Os alemães transformaram alguns Panzer IV como veículos remuniciadores



cavaleirodasprofundezas@gmail.com

Nestor Antunes de Magalhães é 2º Ten R/1 do Exército Brasileiro, tendo servido os nove últimos anos de sua vida profissional no Museu do Comando Militar do Sul, Porto Alegre. É membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), mergulhador CMAS** com quatro especializações, Submarinista Honorário da Marinha do Brasil e recebeu a Medalha do Mérito Tamandaré. Mergulhou em inúmeros naufrágios por toda costa brasileira, destacando, entre outros, a participação em uma expedição exploratória no Parcel de Manuel Luís, Maranhão. Também mergulhou em naufrágios de Truk Lagoon, Hawaii, Golfo de Suez, Golfo de Aqaba, Estreito de Tiran, Estreito de Gubal e Mar Vermelho.

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