quarta-feira, 14 de novembro de 2018

COLEÇÃO CAPACETES DE COMBATE

Olá amigos do Blog. O capacete de combate na sua moderna concepção balística surgiu em 1915, durante a I Guerra Mundial, projetado e introduzido no Exército francês pelo general Adrian. Ele constatou que um grande número de ferimentos graves no crânio eram produzidos por projéteis de baixa velocidade, os estilhaços e que estes poderiam ser detidos na sua maioria por um blindagem fina. Assim, logo depois, surgiram em combate, o Coal Scuttle, capacete de aço alemão e o Brodie Mk I, capacete de aço inglês. De maneira que ao final de 1915, quase todos os exércitos que lutavam nas trincheiras da I Guerra Mundial, estavam equipados com este tipo de proteção. Tal fato irá poupar milhares de vidas.
Na atualidade, além de aço especial, novos e revolucionários materiais balísticos, leves e resistentes como o kevlar, estão sendo utilizados na fabricação de capacetes, cuja a importância na proteção individual do soldado continua a ser fundamental.

Tenho uma coleção com 50 capacetes de combate. O mais antigo é um Adrian francês de 1915, e no final desta linha histórica, aparece um PASGT em kevlar, americano, de 1992.
A peça mais valiosa do acervo é um capacete alemão M40, desenterrado no campo de batalha em Stalingrado, atual Volgogrado, quando passei por lá na primeira vez, em 2009. Outros dois destaques são um capacete japonês encontrado na selva de Guadalcanal, Ilhas Salomão, em 2016 e um Mk II inglês que coletei no fundo do Canal da Mancha, quando mergulhei na Praia Gold, Normandia, em 2010.
Vale a pena ainda comentar sobre o conjunto de três capacetes de aço em modelos diferentes, utilizados pelos paulistas durante a Revolução de 1932 e que também integram o acervo.
Esta primorosa coleção já participou de diversas exposições, como no CPOR/PA, Museu Militar do CMS, 19º Btl Inf Mtz, etc.
Coloquei aqui neste artigo as fotos do último evento, conhecido como Colecionarte e que aconteceu em Igrejinha, município distante 92 km de Porto Alegre. Confiram as fotos.












cavaleirodasprofundezas@gmail.com

Nestor Antunes de Magalhães é 2º Ten R/1 do Exército Brasileiro, tendo servido os nove últimos anos de sua vida profissional no Museu do Comando Militar do Sul, Porto Alegre. É membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), mergulhador CMAS** com quatro especializações, Submarinista Honorário da Marinha do Brasil e recebeu a Medalha do Mérito Tamandaré. Mergulhou em inúmeros naufrágios por toda costa brasileira, destacando, entre outros, a participação em uma expedição exploratória no Parcel de Manuel Luís, Maranhão. Também mergulhou em naufrágios de Truk Lagoon, Hawaii, Golfo de Suez, Golfo de Aqaba, Estreito de Tiran, Estreito de Gubal e Mar Vermelho.

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