sábado, 30 de junho de 2018

O CANHÃO 30 MM MK 108 DO MESSERSCHMITT 262

Olá amigos do blog.
Em março de 1945, seis Messerschmitt 262 decolaram do Centro de Provas de  Oberammergau. Um deles pilotado pelo general Gollob. Em um único voo, abateram 14 bombardeiros americanos B-17 Fortaleza Voadora. Na animação abaixo, é possível ver o efeito devastador do canhão MK 108 de 30 mm que era o armamento padrão deste avião revolucionário da Luftwaffe. Este ataque foi conduzido pelo major Georg Peter Eder.
O canhão era um projeto da Rheinmetall-Borgsig e o Messerschmitt 262 estava armado com quatro no nariz. O par superior empaiolava 100 granadas de 30 mm cada e o inferior, 60. Usava munição explosiva ou incendiária, dispostas em cintas de elos metálicos desintegráveis. A munição 30 X 91 RB mm desenvolvida para este canhão, era disparada na cadência de 650 tiros por minuto, com uma velocidade inicial de 540 metros por segundo. A arma pesava 59 kg, o cano media somente 580 mm e a ignição era dada por percussão elétrica.

Pierre Clostermann, no seu eletrizante livro O Grande Circo, descreve o seu encontro com um Messerschmitt 262.  Não posso deixar de transcrevê-lo:

"É um 262. É magnífico, com a fuselagem triangular como a cabeça de um tubarão, as minúsculas asas em flecha, duas turbinas alongadas, camuflagem cinzenta mosqueada de verde e ocre..."

As fotos que também seguem nesta matéria foram tiradas no National Museum of the USAF, Dayton, e mostram o canhão 30 mm MK 108 e um Messerschmit 262, ambos pertencentes ao acervo desse museu. Confiram.








sexta-feira, 22 de junho de 2018

BATTLESHIP E OS VELHOTES

Olá amigos do blog.
Sem dúvida, sou um apaixonado por encouraçados. Por mais de um século, nenhuma embarcação de guerra teve o prestígio e o glamour do encouraçado, poderosa figura de uma época romântica, plena de História, quando a espessa blindagem e obuses de grosso calibre, muitas vezes impunham a vontade política de uma nação. Tive a feliz oportunidade de visitar vários, na superfície e no fundo do mar, e registrei esta memorável aventura em dois dos meus livros: De Truk a Narvik e De Guadalcanal a Creta. 
Ele agora reaparece de forma marcante e salvadora da Humanidade no filme Battleship. O filme em si não é grande coisa. Está cheio de situações difíceis de se acreditar, com um diretor pouco talentoso e tem até algumas passagens hilárias inoportunas. Todavia duas cenas são intensas, emocionantes, de grande vibração. A primeira delas está aqui e trata do surgimento da velha tripulação do USS Missouri que se reapresenta para mais uma missão e coloca o navio, museu, em ordem de marcha. A música de fundo também contribui para o clima. Já o segundo melhor seguimento do filme (não está no blog) é quando o Missouri dá uma bordada de 406 mm nos ETs. Minha nossa! Confiram.