sábado, 18 de março de 2017

UM ZERO POUCO PROFUNDO



Olá amigos. Retornei recentemente de Rabaul, Papua-Nova Guiné, antiga e importante base logística-operacional japonesa durante a Guerra do Pacífico. Realizamos onze mergulhos nos naufrágios que jazem na Baía Simpson, na verdade uma grande caldeira vulcânica alagada, bem como em outros locais nas proximidades. O oceano Pacífico fez jus ao nome, nos recebendo com águas tépidas, sem ondas e ou corrente. Um dos naufrágios explorados foi um caça Zero que se encontrava fora desta baía, nas proximidades da costa e encrustado no coral a cerca de quatro metros de profundidade. Faltava a cauda do avião mas o restante estava em regular estado. Com a pouca profundidade, havia muita luz natural, fato que permitiu uma boa qualidade nas fotos. Confiram.

Caçadores de relíquias serraram uma pá da hélice

A capota do cockpit ainda aberta, manche e pedais ainda no lugar

Abundante vida marinha se prende ao naufrágio

Faltava a cauda do avião

Sobre a asa direita

O armamento, canhões e metralhadoras,  haviam sido removidos

Detalhe do plexiglass partido na capota

cavaleirodasprofundezas@gmail.com

Nestor Antunes de Magalhães é 2º Ten R/1 do Exército Brasileiro, tendo servido os nove últimos anos de sua vida profissional no Museu do Comando Militar do Sul, Porto Alegre. É membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB), mergulhador CMAS** com quatro especializações, Submarinista Honorário da Marinha do Brasil e recebeu a Medalha do Mérito Tamandaré. Mergulhou em inúmeros naufrágios por toda costa brasileira, destacando, entre outros, a participação em uma expedição exploratória no Parcel de Manuel Luís, Maranhão. Também mergulhou em naufrágios de Truk Lagoon, Hawaii, Golfo de Suez, Golfo de Aqaba, Estreito de Tiran, Estreito de Gubal e Mar Vermelho.

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